TRADUTOR

TRAINING MY SKILLS IN HISTORY - Rui Amado Fernandes

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POR ONDE ANDA O AUTOR DESTE BLOGUE?????


Caros Amigos,

Temos o prazer de vos informar sobre o lançamento do site HistoryJoy®. Concebido como um Expositor Multicultural com inspiração histórica, em 10 idiomas e em constante crescimento, procura levar-vos ao encontro de milhares de produtos organizados por categorias e épocas.

Em HistoryJoy poderá encontrar livros, música, filmes, jogos, jóias, moda, arte & decoração, viagens e uma secção sem fins lucrativos destinada à divulgação cultural e histórica, "Pesquisa".

Desde já vos encorajamos a uma visita ao nosso site e a mergulhar no mundo mágico da história da Humanidade.

Além disso, sinta-se livre para estender o convite a todos aqueles que poderiam compartilhar a nossa paixão pela História.

Abraços e beijos,

Obrigado pela partilha ;)

www.facebook.com/HistoryJoy .... E se gostar, deixe o seu "like". Obrigado ;)

Dear Friends,

We are pleased to inform you of the release of our brand new website, HistoryJoy®. A Multicultural Showcase with historical inspiration, in 10 languages and whose mission is offering historically-related products, organized by categories and periods. There, you can find Books, Music, Movies, Games, Fashion, Jewelery, Fashion, Art & Décor, Travel and a non-profit section for cultural and historical disclosure, “Research”.

We encourage you to have a look to our website and immerse yourself in the magical world of the history of Mankind.

Furthermore, feel free to extend this invitation to those who could share our passion for history.

Hugs and kisses,

Thanks for sharing! ;-)

www.facebook.com/HistoryJoy .... And if you like, give a "like". Thank you ;)

1. COMO SURGIU A IDEIA?

*NOTA PRÉVIA:
O Índice do Blogue foi definido em Outubro de 2009, de modo a ficar sempre completamente visível, sem haver necessidade de ir a meses e anos anteriores à medida que o Blogue fosse crescendo. Contornei assim as limitações do Bloguer. No entanto, o desenvolvimento de cada artigo ou post aconteceu desde esse momento e prosseguirá ao longo de 2009/2010 e posteriormente.
Rui Amado Fernandes, 23.11.2009


A ideia surgiu de uma necessidade pedagógica e esta, por sua vez, da constatação de que cada aluno tem as suas áreas problemáticas e as suas áreas fortes, em termos de desenvolvimento de competências no contexto do ensino da História. Não obstante os alunos serem informados detalhadamente acerca delas pelo professor e as mesmas serem trabalhadas nas aulas, não havia um site ou uma fonte bibliográfica [pelo menos que eu conhecesse] onde, em autonomia, durante o seu estudo, as pudessem encontrar e desenvolver ao seu próprio ritmo. MeDaí a necessidade que senti de criar este blogue.

2. COMO SE PLANIFICOU O PROJECTO?



Podes consultar o documento de planificação do projecto:

[Clica duas vezes sobre o documento.]

3. QUAIS SÃO AS COMPETÊNCIAS?

Consulta agora o quadro que se segue...
[Clica duas vezes sobre os quadros para os poderes ler.]
7º ano
[Em atualização.]
8º ano
9º ano



4. E TÊM TODAS O MESMO VALOR?

Não. Umas pesam mais na avaliação do que outras:


PO grupo de professores de História da tua escola atribuiu pesos = ponderações a cada uma delas numa escala %, tendo em conta o seu grau de dificuldade, a sua importância e o nível de escolaridade dos alunos avaliados.

Umas valem apenas 2%, enquanto que outras pesam 9% na avaliação sumativa.

Deste modo, o teu desempenho em cada uma delas, traduzido em valores, será multiplicado pelas respectivas ponderações.


Volta a consultar o quadro apresentado no artigo anterior.

5. O QUE SIGNIFICAM?

?

No início tens muitas dúvidas sobre o significado de cada uma das competências, mas depressa te vais familiarizando à medida que o professor a elas faz referência durante a aula, após a aplicação de um teste ou ainda na apresentação de um trabalho individual ou de grupo.

Aqui tens uma explicitação das diferentes competências - consulta o seguinte ficheiro:



[Clica duas vezes sobre a imagem]

6. COMO SEI QUAIS SÃO AS MINHAS COMPETÊNCIAS?

Através da avaliação.



O teu professor de História entrega a cada aluno, no final da avaliação diagnóstica e com a devolução de cada teste avaliado, uma folha com informações sobre o teu desempenho ao nível das competências.

No final de cada período lectivo, os directores de turma recebem deste professor uma Grelha com o desempenho de cada aluno nas diferentes competências, por forma a elucidar detalhadamente os respectivos encarregados de educação.

Tens aqui exemplos; toma contacto com estes documentos.

[Clica sobre cada um deles de modo a poderes efectuar a tua leitura.]

1- Folha de Rosto de Avaliação Diagnóstica:


2- Folha de Rosto de Teste Sumativo:



3- Grelha de Avaliação Sumativa Trimestral.


E AGORA?

Agora, se chegaste até aqui e leste tudo com muita atenção, recomendamos-te...

... uma ...




7. POR ONDE COMEÇAR?


Deves começar pelas tuas competências problemáticas,
dando-lhes maior atenção.


1º- JÁ SABES QUAIS SÃO AS TUAS COMPETÊNCIAS PROBLEMÁTICAS? Se não te lembras, vai em busca das folhas de rosto dos testes e faz o levantamento dessas competências em que tens mais dificuldades.

2º- SE sabes, PROCURA O ARTIGO DESTE BLOGUE CORRESPONDENTE AO MÉTODO DE TREINO DA  COMPETÊNCIA QUE MAIS TE INTERESSA DESENVOLVER;

3º- LÊ ATENTAMENTE O ARTIGO ESCOLHIDO E TENTA SEGUIR OS SEUS CONSELHOS.

Y
Vá, segue em frente, estamos a acompanhar-te... Não te esqueças que para progredires, necessitas de algum tempo de treino/ estudo, o tempo de pores em prática alguns conselhos!

4º- MAIS TARDE, DEVERÁS RECORRER AOS TESTES FORMATIVOS ONLINE [em construção]


5º- ENTRETANTO, VAI ESTANDO ATENTO AOS TEUS RESULTADOS NOS TESTES SUMATIVOS FEITOS NAS AULAS, PARA VERIFICARES SE JÁ PROGREDISTE NAS TUAS COMPETÊNCIAS PROBLEMÁTICAS.


ENTRA NA COMPETÊNCIA QUE QUERES DESENVOLVER

NÃO ESPERES MAIS!


ENTRA AGORA NA COMPETÊNCIA QUE PRETENDES DESENVOLVER!


NÃO DESANIMES PERANTE OS OBSTÁCULOS... E DIVERTE-TE!

A. DOMÍNIO DAS INFORMAÇÕES


                                  FACTOS HISTÓRICOS                                 

As ocorrências que ficam para a História, isto é, para a memória que temos do passado humano, são aquelas que os historiadores consideraram suficientemente relevantes para que fossem estudadas. Por outras palavras, só é um facto histórico aquilo que foi tido como importante por quem estuda o passado humano, passando a incluí-lo na História. Assim sendo, a História não é uma reconstituição do passado, mas sim um estudo selectivo desse passado.

Já pensaste alguma vez que se pudesses fazer uma viagem no passado, terias de escolher entre seguir pelos livros de História, onde apenas constam os factos importantes resumidos e analisados pelos historiadores, ou seguir directamente pela porta do tempo? O que escolherias: entrar por essa porta e viver no passado sem saber o que ficaria para a História, ou apenas viver os que foram considerados importantes? Isto dá o que pensar...   

Como detecta o historiador se um facto é importante ou não? Pela dimensão das suas consequências, do que ele causou.

E o aluno, como descobre se determinado acontecimento é um facto histórico? Para ele é mais fácil: basta seguir o professor quando expõe a matéria, estar atento aos livros de História, estudar os factos e, assim, ser-lhe-á mais fácil detectá-los num documento histórico escrito ou iconográfico.




Regista, como conselhos...



Deverás estar atento às aulas para te aperceberes dos factos referidos, pois o professor gere o seu pouco tempo disponível destacando apenas os factos mais importantes;




Sublinha ou destaca esses factos no Manual ou em outras fontes , seguindo as regras básicas do sublinhado [link].



                                  AGENTES HISTÓRICOS                              

Os agentes históricos são as personagens individuais (figuras) ou colectivas (grupos, classes e povos) que os historiadores consideraram responsáveis ou atingidos pelos acontecimentos.

Como posso detectar os agentes individuais e os colectivos?







Os actuais manuais escolares destacam as personagens históricas mais importantes com a sua imagem e uma pequena biografia. Deverás ler esses curtos textos biográficos ou até procurar saber mais através de pesquisa em páginas finais do próprio manual, no CD-ROM que o acompanha, em outros livros das bibliotecas ou através da Internet.


Outros agentes da História são colectivos: grupos, classes, ordens e povos. Têm designações às quais deverás estar atento durante as aulas, ao longo das tuas leituras e quando recebes informações pelos meios de comunicação mais comuns.

No caso da figura em cima, trata-se da representação de guerreiros egípcios da época faraónica. Tens aqui a designação de um grupo social (guerreiros) e de um povo (egípcios). Guerreiros, faraónico e povo correspondem, por sua vez, a conceitos, outro instrumento essencial no estudo da História.


                                  CONCEITOS HISTÓRICOS                            

Os conceitos são entidades abstractas e universais portadoras de significado, independentemente do nome que recebem em cada língua. Exemplificando, guerreiros, em português, ou warriors, em inglês, valem exactamente a mesma coisa: a língua não alterou o sentido do conceito. Ora a História está plena de conceitos que deverás ir registando.


Encontram-se, normalmente, os conceitos e seu significado (ou definição) no glossário do manual de História, ora distribuídos nas margens, ao lado do texto explicativo sobre determinada matéria, ora no final de um tema, ora ainda nas últimas páginas. Deverás ler essas definições com atenção e questionar o professor se necessário.


Uma boa técnica para o domínio dos conceitos é a elaboração de um glossário no próprio caderno ou num ficheiro informático. Assim, à medida que encontras um conceito novo, poderás escrevê-lo segundo os temas da matéria ou por ordem alfabética, deixando uma folha para cada letra, como um pequeno dicionário pessoal.

B. TEMPORALIDADE

CRONOS [figura] - Antigo deus grego que, segundo a mitologia, era filho de Urano, o céu estrelado, e Gaia, a terra. Era o mais jovem dos Titãs e era-lhe atribuído o poder de dominar o tempo. Casado com a sua irmã Réia, e muito cioso do seu poder, ia devorando os seus filhos à medida que nasciam, para que ninguém lhe retirasse esse poder. No entanto, Réia conseguiu que o seu filho Zeus escapasse de tão terrível destino e este conseguiu derrotar o pai. Cronos perdeu então o poder do tempo sobre os deuses que assim ganharam a eternidade. Contudo, os pobres humanos nunca a alcançariam, continuando a viver o tempo curto dos mortais. Foi esta a forma que os antigos gregos tiveram para explicar os mistérios do tempo curto da existência humana e as origens mais remotas do Homem e do nosso planeta.

CRONOLOGIA - Palavra que deriva do grego chronos, tempo, + logos, estudo. Consiste na ciência que determina as datas e a ordenação dos factos históricos, instrumentos essenciais aos historiadores.

CALENDÁRIOS RELIGIOSOS - Existem diversos calendários chamados "religiosos" porque se referenciam a acontecimentos fundamentais nas respectivas religiões. Assim, na contagem do tempo histórico, um árabe, um cristão e um judeu consideram diferentes calendários. É um dado fundamental quando lemos um documento histórico. Seja como for, um historiador hoje em dia referencia quase sempre os dados históricos ao calendário cristão, mencionando a.C. ou d.C. consoante se trate de um acontecimento anterior ou posterior ao nascimento de Cristo.

Calendário cristão ou gregoriano:

As origens do calendário cristão remontam à Roma Antiga quando foi estabelecido por Júlio César, por sua vez inspirado no egípcio, no ano 46 a.C. (708 da fundação de Roma), em que se adoptou um ano solar de 365 dias, dividido em 12 meses de 29, 30 ou 31 dias, tendo sido introduzidos anos bissextos de 366 dias a cada quatro anos, de forma que o ano médio era de 365,25 dias. O esquema dos meses foi reformulado posteriormente para que o mês de Agosto, assim nomeado em honra ao imperador Augusto, tivesse o mesmo número de dias que o mês de Julho, cujo nome é uma homenagem a Julio César.

Caso fosse mantido o calendário juliano, haveria um adiantamento de seis meses no início das estações, num período de 20.200 anos. Para evitar o problema, o Concílio de Trento, reunido em 1563, recomendou ao Papa a correcção do inconveniente, que alteraria a data da Páscoa, em virtude dos ciclos de concordância das lunações com o ano solar.

Por fim, em 1582, o Papa Gregório XIII, aconselhado por astrónomos, em particular por Luigi Lílio, obteve o acordo dos principais soberanos católicos e, através da bula Inter Gravissimas, de 24 de Fevereiro, decretou a reforma do calendário, que passou, em sua homenagem, a chamar-se gregoriano, e é o mais perfeito utilizado até hoje.

 
Calendário hebraico:

Os judeus não adoptaram o calendário juliano, em grande parte para que sua Páscoa não coincidisse com a cristã. O ano israelita civil tem 353, 354 ou 355 dias; os seus 12 meses são de 29 ou trinta dias. O ano intercalado tem 383, 384 ou 385 dias.

O calendário hebraico começa a contar o tempo histórico a partir do que os judeus consideram o dia da criação. No calendário gregoriano, tal data corresponde a 7 de outubro de 3761 a.C.

Calendário muçulmano:

A civilização islâmica adoptou o calendário lunar. Neste calendário o ano divide-se em 12 meses de 29 ou trinta dias, de forma que o ano tem 354 dias.
Trinta anos lunares têm aproximadamente 10.631,016 dias. Com anos de 354 dias, trinta anos totalizariam 10.620 dias, e por isso é preciso acrescentar 11 dias a cada trinta anos.

A origem do calendário muçulmano fixa-se na Hégira, que comemora a fuga de Maomé da cidade de Meca para Medina, que coincide com o dia 16 de julho de 622 da era cristã, no calendário gregoriano.


                        UNIDADES DE CONTAGEM DO TEMPO                     

Quanto mais remotos os factos históricos estão em relação ao olhar do historiador, sendo mais difícil datá-los com exactidão, maior é o intervalo do erro e maior a necessidade de recorrer a unidades de tempo mais largas: falamos dos MILHÕES e dos MILHARES (MILÉNIOS) de anos, unidades de tempo utilizadas para épocas tão recuadas como as origens da Humanidade, ainda na fase dos primeiros hominídeos, a Pré-História e a Antiguidade.

Outra unidade, mais curta e também a mais frequente no trabalho do historiador para situar os acontecimentos nos últimos cinco milénios é o SÉCULO, correspondente a 100 anos, e em cuja referência escrita se convencionou utilizar, nos países de língua de origem latina, a numeração romana. Convém, por isso, que tenhas o domínio deste instrumento - a numeração romana [link]. Dispões também de um site onde poderás testar os teus conhecimentos jogando aos números da antiga Roma [link].

As metades de século, os quartéis [25 anos] de século, as décadas [10 anos], os anos, os meses e os dias são tanto mais utilizados quanto menor foi a duração dos acontecimentos no tempo e mais certezas de datação possuímos.

Deverás também saber situar os anos nos séculos respectivos. Fica aqui uma explicitação da regra a aplicar extraída de um site de uma escola [ver barra de endereço] .

       LER E INTERPRETAR TABELAS E BARRAS CRONOLÓGICAS       

O teu professor preparou uma apresentação em PP sobre este tema. Observa-a muito atentamente para que possas progredir na competência da temporalidade.


TREINO DA TEMPORALIDADE - 7º ANO






        ORDENAÇÃO DO TEMPO HISTÓRICO       


O tempo histórico foi dividido em grandes épocas separadas por grandes acontecimentos de ruptura com o passado. Eis um pequeno PP sobre esta organização temporal da História.






Só te resta agora estar muito atento aos factos históricos que se vão abordando na sala de aula e que vais captando das tuas leituras, não te esquecendo de fazer sempre os teus registos e uma leitura concentrada das datas, para que os possas ordenar cronologicamente quando te aparece uma questão desse tipo nos testes e fazer referências seguras ao longo das tuas respostas.

Exemplos de cronologias:
(Clique na cronologia para efectuar a leitura.)



C. ESPACIALIDADE

Para além das cronologias que nos situa no tempo histórico, o historiador necessita de posicionar os acontecimentos no espaço: o local, região, país, continente ou o rio, mar, oceano, são indicações imprescindíveis para entendermos cada facto histórico.

É evidente que necessitas, agora que estás no 7º Ano, de ter o conhecimento pleno das informações básicas sobre os oceanos, os continentes, algumas penínsulas e mares, tal como a localização de alguns países. Verifica os teus conhecimentos geográficos neste pequeno teste online elaborado por outro professor.


Ora, aqui fica mais uma apresentação em PP da autoria do teu professor para te ajudar a melhorar o teu desempenho nesta competência.



Dispões também de um site excepcional da Freebase/Google com a localização imediata dos conflitos ou guerras ocorridas no Mundo deste a Antiguidade até aos dias de hoje. Basta escolher a época através da barra cronológica, seleccionar o conflito militar e, em seguida, não só este aparece localizado no mapa, como surge um texto informativo se clicares no respectivo  "i".


D. CONTEXTUALIZAÇÃO

                            CONTEXTO HISTÓRICO                             

Os factos históricos não aparecem isolados, resultam de outros, são favorecidos por outros e provocam outros... Dito assim, poderás entender que o que provoca (CAUSAS), favorece (CONDIÇÕES) e o que resulta (CONSEQUÊNCIAS) forma parte de um conjunto ao qual chamamos contexto histórico.

No entanto, a realidade é complexa. E os fenómenos têm naturezas dominantes, isto é, podemos organizá-los em categorias, pois assim é mais fácil ao historiador entender e explicitar a realidade histórica. Por isso, temos de considerar os factos históricos de ordem DEMOGRÁFICA, ECONÓMICA, POLÍTICA, SOCIAL, RELIGIOSA E CULTURAL que se referem a uma dada realidade, não esquecendo que estes níveis se entrecruzam.

A acrescentar, devemos ainda ter em conta as motivações que conduziram os agentes históricos a agir em dado momento, individual ou colectivamente. Também aqui as suas acções resultam de contextos pessoais, locais, nacionais ou internacionais, e esses dados devem ser considerados na análise histórica. Chamamos a isso: INTERPRETAÇÃO DOS PAPÉIS INDIVIDUAIS E COLECTIVOS.

E não nos podemos esquecer, que ao longo da História houve contactos internacionais; daí a necessidade de ter em conta as causas, condições e consequências históricas ao NÍVEL NACIONAL, EUROPEU E MUNDIAL.

RESUMINDO...

Deverás ser capaz de:

  • Detectar causas, condições e consequências de acontecimentos;
  • Distinguir os aspectos de ordem demográfica, económica, social, política, religiosa e cultural numa dada realidade;
  • Interpretar os papéis individuais e colectivos;
  • Relacionar a História nacional com a europeia e mundial.

ESTRATÉGIAS:

  • Explora os documentos textuais procurando detectar as causas, condições e consequências;


  • Elabora, a partir de pesquisa, resumos sobre acontecimentos importantes centrados em figuras ou grupos. [Não esquecendo a técnica do resumo - link]


  • Termina esse resumo de forma esquemática, fazendo um diagrama [esquema explicativo com setas, link];


  • Pesquisa sobre o significado de ordem DEMOGRÁFICA, ECONÓMICA, POLÍTICA, SOCIAL, RELIGIOSA E CULTURAL e, em seguida lança a questão ao teu professor;


  • Participa nos debates em torno de temas históricos, pois assim entenderás melhor as diferentes épocas.


UM EXEMPLO DE RESUMO ESQUEMÁTICO
DE UMA ÉPOCA:



E. APLICAÇÃO




Esta é a competência mais difícil pois exige uma capacidade de abstracção e uma maturidade de raciocínio que os alunos do 3º ciclo apenas começam a adquirir, e também por isso não tem muito peso na avaliação [Ver acima o item 4. E têm todas o mesmo valor?]. A aquisição prende-se com a capacidade de saber relacionar os conhecimentos com novas situações e saber duvidar. Está intimamente ligada ao que se designa por espírito crítico.


Como se detecta essa competência no aluno? Lançando ou recebendo questões em torno de situações novas.

E como se prepara o aluno para responder a novas situações?

O treino desta competência exige tempo e paciência. Exige treino de raciocínio e domínio das informações.

O lema é o seguinte:

SABER OLHAR, PARA VER
SABER OUVIR, PARA ESCUTAR
SABER LER, PARA RECONTAR
SABER REGISTAR, PARA RELEMBRAR
                        SABER PENSAR, PARA APLICAR                          


1. QUESTIONA SEMPRE: ISTO FAZ SENTIDO?

A tua atitude durante a aula, uma leitura ou uma mera cópia de informação deve ser sempre essa. Isto faz sentido? Eu entendo tudo? Há uma coerência lógica? Se sim, tudo bem: registo. Se não, questiono o professor mas justifico. E ao fazê-lo estou a demonstrar o meu sentido crítico, o que é muito valorizado pelos professores.

Um conselho: sempre que puderes, lê antes da aula algo sobre o tema que vai ser abordado, pois assim estarás maís preparado para entender a matéria e a exposição do professor.

2. QUESTIONA SEMPRE: O QUE É MAIS IMPORTANTE?

É essencial que te interrogues sobre o essencial, o "sumo" da questão, a essência do texto ou da exposição do professor e que depois te habitues a registar os teus apontamentos. Há um provérbio chinês que diz o seguinte:

A tinta mais pálida é melhor
que a memória mais fiel.

Ora aqui tens um pequeno caso de APLICAÇÃO: entendes este provérbio? Com as informações que tens e que acabaste de ler, o que extrais do provérbio? Este é apenas um pequeno exemplo do que é aplicar informações numa nova situação. Esta pode ser uma frase, um texto ou uma iconografia (imagem) para ti desconhecida.

É pois essencial que ajudes a tua memória naquilo que é mais importante e que te poderá ser útil no futuro.

E como se tiram apontamentos?  Sejam aqueles que o professor pede que se registem ou os que tu achaste importantes reter, a tua atitude deve ser sempre a do entendimento - questiona-te: estou a entender? Isto faz sentido para mim? Então, se for uma informação que achaste importante, escreve frases curtas com palavras tuas ou, melhor ainda, imagina um esquema que resuma aquilo que queres registar. Por vezes, mais vale um bom esquema que muitos parágrafos!



3. QUESTIONA SEMPRE: NÃO HAVERÁ OUTRAS CAUSAS, CONDIÇÕES E CONSEQUÊNCIAS? NÃO PODEREI RELACIONAR ESTE ACONTECIMENTO COM OUTRO DA MESMA ÉPOCA OU ANTERIOR?

Em História os acontecimentos não se dão isoladamente, interagem e são causados por outros (causas) aparentemente muito diferentes, são ajudados por outros (condições) e provocam outros (consequências). Se nos lembrarmos disto, então poderemos estar alerta para relacionar acontecimentos entre si, descobrir relações antes desconhecidas por nós e interrogarmos o professor sobre isso.

Um exemplo:

Sabemos hoje que os primeiros aldeamentos de agropastores durante o Neolítico, no Médio Oriente, rapidamente atribuíram poder ao grupo dos guerreiros, dando-lhes as melhores terras e outros benefícios, libertando-os do trabalho. Mas, outros aldeamentos houve, designadamente em África, em que tal não acontecia, havendo uma partilha dos bens de forma igualitária. Como se explica isso?



Isso não teria a ver com o contexto de cada aldeia? As aldeias em que os guerreiros se tornaram importantes eram as mais atacadas por caçadores nómadas e por isso era muito importante ter bons guerreiros. As outras estariam muito isoladas ou raramente eram atacadas, pelo que não seria necessário distinguir esse grupo. E nas aldeias mais atingidas pelos nómadas ou por outras tribos, como poderiam treinar o uso de armas se os homens tivessem de cuidar do gado e da agricultura? Naturalmente, a melhor forma de treinar as armas seria entregar-lhes a tarefa da caça e assim até poderiam demonstrar a sua coragem.

Outro exemplo:

Sabemos que no reinado de Ramsés II, no Egipto Antigo, o poder do faraó era altamente sacralizado, era considerado o filho vivo de Amon-Rá.

Questiona, relacionando...


Isso não teria a ver com os interesses dos sacerdotes do culto de Amon que assim se fortaleciam? Não interessaria também ao faraó como forma de aumentar o seu poder perante o seu povo? Não condicionaria ao mesmo tempo o seu poder face aos sacerdotes, tornando-se dependente deles? Mas se ele detinha as armas e o controle do exército, e logo também detinha muito poder, não seria  mais uma aliança de interesse recíproco?

Claro que todas as nossas questões de relacionamento devem levar-nos a querer saber mais, a pesquisar, a questionar o professor e devem ser comprovadas historicamente através do rigor dos factos e dos documentos.